quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

COMO ACHAR SOLUÇÃO PARA CORRUPÇÃO

Em todas as sociedades humanas existem pessoas que agem segundo as leis e normas reconhecidas comEo legais do ponto de vista constitucional. No entanto, também existem pessoas que não reconhecem e desrespeitam essas leis e normas para obter benefício pessoal. Essas pessoas são conhecidas sob o nome comum de criminosos. No crime de corrupção política, os criminosos – ao invés de assassinatos, roubos e furtos - utilizam posições de poder estabelecidas no jogo político normal da sociedade para realizar atos ilegais contra a sociedade como um todo. O uso de um cargo para estes fins é também conhecido como tráfico de influência.


A corrupção provoca distorções econômicas no setor público direcionando o investimento de áreas básicas como a educação, saúde e segurança para projetos em áreas em que as propinas e comissões são maiores, como a criação de estradas e usinas hidroelétricas. Além disso, a necessidade de esconder os negócios corruptos leva os agentes privados e públicos a aumentar a complexidade técnica desses projetos e, com isso, seu custo. Isto distorce ainda mais os investimentos. Por esta razão, a qualidade dos serviços governamentais e da infraestrutura diminui. Em contrapartida, a corrupção aumenta as pressões sobre o orçamento do governo. Em seguida, esta pressão se reflete sobre a sociedade com o aumento dos níveis de cobrança de impostos, taxas e impostos.



“O amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais, e alguns, por procurarem alcançar este amor, . . . Se traspassaram todo com muitas dores.”               (1 Timóteo 6:10) Note que a questão não é o dinheiro em si; afinal, todos nós precisamos dele para cuidar de nós mesmos e de nossa família. O ponto aqui é o amor ao dinheiro. Na realidade, esse amor transforma a pessoa em escravo, ou adorador, do dinheiro.

Como vimos no primeiro artigo, as pessoas que se empenham intensamente em buscar riquezas como se isso fosse a chave do sucesso estão indo, na verdade, atrás de uma miragem. Uma vida assim não só causa desapontamento, mas também traz muitos problemas. Por exemplo, relacionamentos com familiares e amigos são sacrificados nessa busca frenética por riquezas. Além disso, trabalho excessivo, ansiedades e preocupações roubam o sono de algumas pessoas. “O trabalhador pode ter pouco ou muito para comer, mas pelo menos dorme bem à noite. Porém o rico se preocupa tanto com as coisas que possui, que nem consegue dormir”, diz Eclesiastes 5:12.

Além de ser um amo cruel, o dinheiro é enganador. Jesus Cristo falou do “poder enganoso das riquezas”. (Marcos 4:19) Em outras palavras, as riquezas prometem felicidade, mas não cumprem essa promessa. Elas apenas atiçam o desejo de querer mais. “Quem ama o dinheiro nunca ficará satisfeito”, diz Eclesiastes 5:10.

Em poucas palavras, o amor ao dinheiro traz mais problemas do que soluções e, no fim das contas, resulta em desapontamento, frustração e até em crimes. (Provérbios 28:20) As coisas que estão mais relacionadas com a felicidade são generosidade, uma atitude perdoadora, pureza moral, amor e espiritualidade.



Como tijolos defeituosos que podem enfraquecer uma construção e fazê-la desmoronar, a imperfeição humana se manifesta de maneiras que podem enfraquecer a sociedade. Essas incluem tendências para corrupção, desonestidade, ganância e abuso de poder. Nada disso é novidade. Cerca de 3 mil anos atrás, um sábio escritor bíblico comentou: “Homem tem dominado homem para seu prejuízo.” — Eclesiastes 8:9.



A filantropia é a solução?

Embora catástrofes naturais, pobreza, fome, doenças e crescentes ameaças ambientais estejam sempre nos noticiários, também podemos ver uma tendência mais animadora: a generosidade. De vez em quando, os noticiários falam de pessoas muito ricas doando centenas de milhões, até mesmo bilhões, de dólares a causas nobres. Celebridades costumam usar sua fama para chamar atenção a problemas graves. Mesmo pessoas com menos recursos fazem doações a diversas causas. Mas até que ponto as doações em dinheiro podem ajudar, especialmente a longo prazo?

A era de ouro da generosidade?

A tendência de fazer doações parece estar ganhando ímpeto em alguns países. De acordo com certo livro, “no início do século 21, existem mais instituições [filantrópicas] com mais recursos financeiros em mais países do que nunca”. À medida que cresce o número de ricos, espera-se que as doações continuem. Alguns terão mais para dar, e a parte da herança dos ricos legada a instituições de caridade deverá aumentar. Com boa razão, a revista britânica The Economist declarou que talvez estejamos vendo o nascer de uma “era de ouro da filantropia”.

Um dos fatores para essa tendência é o fracasso dos governos em lidar com problemas mundiais urgentes. De acordo com um enviado especial da ONU para observar o problema do HIV/aids na África, um motivo de as celebridades se envolverem cada vez mais em assuntos relacionados à saúde mundial é a “total ausência de liderança política”. Não importa se o problema envolve pobreza, cuidados médicos, meio ambiente, educação ou justiça social, os ricos em especial estão “cada vez mais impacientes com a incompetência dos esforços governamentais e internacionais de resolver ou amenizar esses problemas”, diz Joel Fleishman, em seu livro The Foundation: A Great American Secret—How Private Wealth Is Changing the World (A Fundação: Um Grande Segredo Americano — Como a Riqueza Privada Está Mudando o Mundo). Ansiosos para ajudar, alguns filantropos ricos tentam aplicar métodos que lhes deram sucesso nos negócios.





Laurie Garrett, especialista em assistência médica mundial, escreveu: “Com todo esse dinheiro disponível, alguns talvez pensem que a solução de muitos problemas relacionados à saúde mundial esteja pelo menos à vista. Mas esse não é o caso.” Por quê? Laurie menciona fatores como burocracia dispendiosa, corrupção, falta de esforços coordenados e a tendência de os doadores escolherem para qual problema de saúde (aids, por exemplo) vão contribuir.

De acordo com Laurie, os esforços não são coordenados e o dinheiro está sendo “direcionado em sua maioria para as doenças mais conhecidas, e não para a saúde pública em geral”. Por isso, ela acha que “há um grave perigo de que a actual era da generosidade não só deixe de atingir as expectativas, mas na verdade piore a situação”.



Soluções para simplesmente acabar com a corrupção, não existem… Cada entidade jurídica, parte da sociedade, tem que realmente estar disposta a fazer mudanças profundas no seu íntimo ( tem a ver com sociologia, sendo a religião que assenta a base na verdade bíblica uma mais valia, a mais importante ).

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