Tudo passa com o tempo que passa. No dia 26 de Junho próximo passado, fez um ano que Paulo faleceu. Estava sempre muito ocupado. Reuniões, Congressos, Comité Central, Audiências e eu ficava à espera... um dia após o outro, lutando contra o tempo e remando contra a maré. Paulo aproveitava todo o tempo para falar da sua preocupação com a Milu ao mais alto nível. Os projectos estão parados... A compatriota está perdendo seus bens. A miúda já não sabe como lidar convosco.
De súbito tudo estava a correr bem e vinha a caminho o início e seu subsequente pagamento para arrancar... no dia seguinte tudo estava adiado. Estratégia, cansar pelo desânimo... Aconteceram absurdos, reagi como reagi... Finalmente, afastada de tudo, com as contas pessoais pagas para calar minha boca...
Sabemos o pesadelo de não ter uma receita mensal para gerir. Fiquei sem trabalho. Paulo também já não estava para encorajar. O tempo passou. Continuei a viver, Cada dia vencendo o seu próprio mal...
Todos os prazos ficam vencidos, muitas coisas se resolvem por si, a lei até mesmo prescreve assuntos passado o tempo....
Tanto puxa aqui e ali. Tanta maledicência. O diz que disse detestável, das pessoas medíocres e más. Hoje quero ser esquecida. Quero ser esquecida por todos mesmo. A solidão é má companheira, a solidão é a minha companheira. Devo aceitá-la.

Sem comentários:
Enviar um comentário