Quando a OSUKA faliu, fiquei deprimida. O equilibrio faltava-me. Pensava no que iria ser amanhã. Naquele tempo específico tive tempo para meditar. Os morros cercavam a minha casa. A minha casa cheirava a maracujá. Tinha um galinheiro. Certo dia encontramos lá dentro uma jibóia adormecida, gigante e nenhuma galinha. O meu padrasto foi buscar auxílio. Um tropa veio e matou a jibóia enquanto a mesma dormia regurgitando as galinhas que havia ingerido.
Os 2 ou 3 anos que vivi na Catumbela foram os anos mais felizes da minha vida. Também foi um tempo de imprevistos que fizeram mudar sentimentos e provocaram alterações sentimentais na minha vida conjugal.
O Engenheiro Assis, Presidente do Conselho de Administração da OSUKA, também andava triste. Havia rumores de que ascenderia ao cargo de Ministro da Agricultura ou da Indústria. Não aconteceu assim, ascendeu Isaac dos Anjos. Ficámos felizes por ele.
A minha mente é de resolução rápida. Decidi ir para Luanda trabalhar. Fui, lutei por um lugar naquela sociedade ruim. Não obstante as dificuldades, nunca me deixei vencer.

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