domingo, 2 de outubro de 2011

Nem o medo existe mais....

Todos os dias são iguais. Vem a manhã, a tarde e a noite. Nada acontece. A minha impotência, transformou a minha alegria em lágrimas. As minhas lágrimas transformaram a minha vida numa morgue. Cheiro a morte. Para que serve a vida? Para que quereria eu viver?  Ainda tão pequenina já sofria abusos sexuais e tareias tipo prisão de segurança máxima.

Trabalhei tanto para o sustento da família, para ser alguém que não mendigasse. A linha da vida foi sempre escorregadia e os meus caminhos duros, eram conduzidos com firmeza. Até que, as minhas rédeas forma tomadas. Arrastada pelo chão, deixei de caminhar, maltratada por vozes inimigas, fui despojada de dignidade.

As anedotas que me fazim rir, conhecem o meu desespero. Sou como o pó do chão que lambo. Pisaram-me, usaram-me, ainda existem questionários e indagações. Eu não percebo a tua passividade! Hum, e eu não percebo porque não me deixam em paz. 






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