Embora ninguém negue a certeza da morte, o que acontece depois dela pode ser um grande ponto de interrogação. Por causa das muitas explicações contraditórias, os cépticos talvez encarem o assunto como debate inútil sobre o desconhecido. A pessoa pragmática talvez conclua que, visto que “a vida é uma só”, deve-se aproveitar bem as boas coisas que ela oferece.
Outros, porém, não acreditam que a morte seja o fim de tudo. No entanto, não têm idéia clara do que vem depois. Alguns acham que a vida continua num lugar de felicidade eterna, ao passo que outros pensam que viverão de novo em algum tempo futuro, talvez como pessoa diferente.
Parentes enlutados invariavelmente se perguntam: “Onde estão os mortos?” Alguns anos atrás, um time de futebol americano viajava num microônibus para um jogo quando, de repente, um caminhão se chocou com o veículo deles, que capotou fora da estrada. Cinco membros do time morreram. Desde a morte do filho nesse acidente, a vida de certa mãe praticamente acabou. Ela sempre se pergunta onde está seu filho. Visita regularmente o túmulo do rapaz e fala com ele em voz alta durante horas. “Não posso acreditar que não exista nada depois da morte”, lamenta, “mas não tenho certeza”.
Obviamente, a nossa atitude para com a morte pode afetar nossa vida. Em vista das reações das pessoas diante da tragédia da morte, como você responderia a perguntas como estas: Será que não devemos nem pensar na morte, concentrando-nos apenas em viver? Deve-se permitir que a ameaçadora realidade da morte estrague a nossa vida? Será que um parente enlutado precisa ficar eternamente se perguntando onde está seu ente querido? A morte tem de continuar sendo um enigma?

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