quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Distribuição da riqueza em Angola: assunto de cepticismo

O economista angolano Alves da Rocha disse à Lusa que está cético de uma melhor distribuição da riqueza em Angola, atendendo às previsões de crescimento económico de cinco por cento do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o quinquénio 2012-2017.
Em declarações à Agência Lusa, Alves da Rocha referiu que, «para que possa haver distribuição de rendimento, de benefícios, tem que haver crescimento», salientando que o Centro de Estudos de Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola, de que é diretor, publicou recentemente um estudo que faz esta reflexão.
A economia angolana, desde o final da guerra em 2002, registou um crescimento económico na ordem dos dois dígitos, com a exceção do período da crise económica e financeira mundial, mas as projeções para os próximos anos apontam uma descida para um dígito. «Se até 2017, a economia vai crescer muito menos do que aquilo que cresceu entre 2002 e 2008 (15 por cento) - mas muito menos -, portanto a questão da distribuição de rendimentos vai-se colocar com muita acuidade», esclareceu Alves da Rocha.
Diário Digital / Lusa

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