| Angop | |
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| Nacionalista e deputado Mawete João Baptista | |
Luanda -
Angola, após 37 anos de Independência, é um país apostado na promoção do
homem, combate à fome e à pobreza e na sua colocação na arena
internacional, sendo uma força com qual o mundo pode contar.
Esta
posição foi defendida pelo nacionalista e deputado Mawete João
Baptista, em declarações à Angop, no quadro do 37º aniversário da
Independência Nacional que se assinala domingo.
"Estamos
num país seguro com bases e instituições que defendem o bem-estar da
população e a sobrevivência da nação, graças aos esforços daqueles que
se bateram para que Angola fosse independente e reinasse a paz",
afirmou.
Mawete
João Baptista sublinhou, nesta perpectiva, a visão do Presidente da
República, José Eduardo dos Santos, que soube unir os angolanos
desanvindos e construir uma pátria realmente una e indivisivél.
Referiu
que qualquer força interna ou externa que tente dividir os angolanos
encontrará a derrota porque eles (angolanos) estão compremetidos com a
paz e o progresso socioeconómico, bem como apostados em defender cada
vez mais a sua pátria.
"Temos
um país forte, um povo determinado em acabar com a pobreza e dirigentes
a trabalhar para distribuir melhor as riquezas nacionais", asseverou.
Noutra
parte das suas declarações, Mawete João Baptista, interveniente directo
na luta pela independência, disse que aqueles que viveram este facto
histórico devem escrever livros para que os jovens tomem conhecimento
sobre a realidade ligada à proclamação da independência.
Nesta
linha de pensamento, defendeu também a promoção de conferência e
debates sobre esta epopeia, no sentido dos mais velhos transmitirem
estes conhecimentos aos jovens e enriquecer mais a história do país.
Mawete
João Baptista é um dos principais intervenientes na luta pela
liberdade, tendo actuado em Luanda. Por isso, guarda na memória o facto
de ter sido ferido gravemente momentos antes da proclamação da
Independência.
"Já
depois de termos libertado Luanda, o presidente Agostinho Neto
chamou-me para ir constatar o massacre que as tropas portuguesas estavam
a efectuar contra a população na Avenida Brasil. O inimigo
conhecendo-me como sendo um dos responsáveis das operações em Luanda
mandou um blindado que me atingiu", conta.
Marcou-me
ainda mais, prosseguiu, o facto de que, chegada a hora da proclamação
da Independência, o presidente Agostinho Neto mandou pessoas irem a
minha busca na cama do hospital para testemunhar e participar na festa
da Independência no então Largo 1º de Maio."São factos e momentos
inesquecivéis".

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