Os balancins da mosca
● Como a mosca-doméstica consegue
fazer acrobacias aéreas complexas e precisas? Quando atingida por uma
rajada de vento, como ela consegue corrigir sua trajetória e manter o
curso? Dentre outras coisas, o segredo está em dois minúsculos apêndices
chamados balancins, ou halteres, localizados atrás de cada asa.*
Analise o seguinte: Um
balancim parece uma vareta com uma saliência na ponta. Durante o voo, os
balancins se movimentam para cima e para baixo no mesmo ritmo que as
asas, só que na direção oposta. Cientistas descobriram que os balancins
ajudam a mosca a manter estabilidade durante o voo.
Com suas saliências nas pontas, os balancins “se movimentam numa direção específica, como o pêndulo de um relógio”, segundo a Encyclopedia of Adaptations in the Natural World.
Se, durante o voo, uma mosca faz uma curva repentina — intencionalmente
ou por causa de uma rajada de vento —, “a haste do balancim se torce”,
diz a enciclopédia. “Essa torção é detectada por um aglomerado compacto
de terminações nervosas ligadas ao balancim, e as informações são
transmitidas ao cérebro para que a mosca possa fazer os ajustes
necessários e se manter . . . no curso.” Por isso, as moscas são
extremamente ágeis e difíceis de ser pegas.
Engenheiros acreditam que uma
tecnologia baseada nos balancins poderá ter inúmeras aplicações, como no
desenvolvimento de robôs, insetos voadores micromecânicos e veículos
espaciais. “Quem imaginaria que uma criatura tão pequena e desprezada
como a mosca poderia nos ensinar tanto?”, escreveu o pesquisador
aeroespacial Rafal Zbikowski.

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