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Luanda
– O programa Angola Investe, uma iniciativa do Executivo angolano que
visa criar e fortalecer as Micro, Pequenas e Médias Empresas nacionais,
apresenta-se como uma oportunidade para fortalecer e diversificar a
economia do país, afirmou o economista Manuel Lourenço.
Em
declarações à Angop, hoje (terça-feira), o economista realçou que a
porta aberta para fortalecer e diversificar a economia angolana encontra
sustentação nos recursos colocados à disposição dos bancos para
apoiarem as Micro, Pequenas e Médias Empresas.
Salienta
que o memorando de entendimento rubricado em 2012 entre o Ministério da
Economia e 20 instituições bancárias estabelecem condições de
relacionamento para que os bancos comerciais possam conceder recursos
financeiros para o programa.
O
programa Angola Investe foi criado para reduzir a carga burocrática na
contratação de empréstimos e no custo de acesso ao financiamento da
actividade empresarial produtiva, pretendendo-se diversificar a economia
através do aumento da produção de bens ligados à indústria de materiais
de construção, pescas, agricultura, pecuária, indústria transformadora e
minas.
Para ter
acesso ao Angola Investe, criado em 2011, a empresa deverá ser
certificada pelo Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias
Empresas (Inapem), 75% do capital social ser angolano e apresentar
projectos ligados às áreas elegíveis.
Para
as micro empresas, o financiamento com juros bonificados vai até 20
milhões de kwanzas, para as pequenas 150 milhões de kwanzas e para as
médias 500 milhões de kwanzas.
O
prazo de reembolso dos empréstimos é de sete anos, com um período de
carência não inferior a seis meses, e a taxa de juro é de até 5%. O
programa está a ser operacionalizado por 20 bancos angolanos.


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