Um dos meus maiores pesadelos foi o de não poder nada fazer aquando do assassinato da minha família no Huambo. Não imagino sequer o sofrimento que lhes foi infligido antes de os matarem. Sete pessoas foram mortas naquela casa e naquele dia.
Acredito que um dia não haverá mais lembrança deste dia que me entristece tanto. A injustiça, a insegurança, a falta de amor... são coisas notáveis nos partidos do meu País e do mundo. Eu tenho um partido que escolhi há muitos tempo, cuja liderança é de Cristo. O que não significa que sou imune à dor e à injustiça.
Eu sofro e choro. Chorar não quer dizer que não tenho força, eu tenho força... Cheguei até aqui e vivo todos os dias, um após o outro. Amando os meus inimigos e os assassinos da minha família. Amando os executores de ordens injustas e ordenadores de assassinatos. Vivo em sofrimento, por causa disso e também porque me mataram aos pouquinhos com mesquinhas intervenções enganosas, com falsas expectativas e ódio.

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