terça-feira, 28 de maio de 2013

Portugal deve estar atento aos investimentos de Angola em Portugal e saber da origem do dinheiro

Dirigentes portugueses devem estar atentos aos investimentos angolanos
MAIO 23, 2013 ADMIN

ESTE É O MELHOR AVISO PARA OS PORTUGUESES NÃO CONFUNDIREM O mpla COM ANGOLA E OS ANGOLANOS...CLARO QUE O MPLA NÃO É ANGOLA!

“As pessoas começam a não aceitar discursos moderados. Esta mensagem que vá para Portugal, que continua a permitir que a filha do senhor Presidente [José Eduardo dos Santos] compre tudo o que há por lá – 20 por cento de um dos maiores bancos que está lá – sem se pedir explicações de onde é que está a sair o dinheiro”, disse o antigo primeiro-ministro angolano Marcolino Moco,”.Em Portugal o Governo é interpelado e questionado por tudo isso o que não acontece em Angola onde há uma enorme opacidade nos negócios e investimentos do Estado e dos privados com dinheiros públicos ,Angola deveria ser “muito mais criterioso” na forma como alocar o seu investimento, era de bom tom que o investimento do Estado com dinheiros públicos no exterior tivesse Angola e o seu povo como prioridade, no desenvolvimento de programas sociais, na educação e saúde e em infraestruturas básicas como o fornecimento de água e eletricidade, a nosso ver o retorno do investimento das empresas públicas angolanas em Portugal é pequeno em relação aos dinheiros investidos e reverte a favor de uma pequena elite do poder,os suspeitos de costume, o que Angola precisa são investimentos que criem novos empregos,luta contra pobreza e exclusão social,para um crescimento económico sustentável, com desenvolvimento humano.(Comentário CAI)

O antigo primeiro-ministro angolano Marcolino Moco disse hoje que os dirigentes portugueses devem estar atentos aos investimentos angolanos injustificados em Portugal, porque “não é assim que vão reforçar as relações profundas” com Angola.

Em declarações à Agência Lusa, em Maputo, Marcolino Moco defendeu que “as pessoas já começam a não aceitar discursos moderados” sobre a natureza do regime angolano, e aproveitou para mandar um recado a Portugal.

“As pessoas começam a não aceitar discursos moderados. Esta mensagem que vá para Portugal, que continua a permitir que a filha do senhor Presidente [José Eduardo dos Santos] compre tudo o que há por lá – 20 por cento de um dos maiores bancos que está lá – sem se pedir explicações de onde é que está a sair o dinheiro”, disse.

Classificando como “altamente perigosa” a intenção, manifestada em 2012, pelo grupo Newshold de compra da RTP, o antigo primeiro-ministro angolano [1993-1996] disse ainda que não é dessa maneira que os dirigentes portugueses conseguirão reforçar as relações com Angola.

“Mando este recado: isso [compra da RTP pela Newshold] é altamente perigoso e que não façam isso, por favor. Não é desta maneira que os dirigentes portugueses vão reforçar as nossas relações profundas, de sangue e irmandade, para o futuro”, sublinhou o académico.

Marcolino Moco encontra-se em Maputo para participar na “Conferência Internacional Sobre Governação da Economia Extrativa” em Moçambique.

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