Portugal deve estar atento aos investimentos de Angola em Portugal e saber da origem do dinheiro
Dirigentes portugueses devem estar atentos aos investimentos angolanos
MAIO 23, 2013 ADMIN
ESTE É O MELHOR AVISO PARA OS PORTUGUESES NÃO CONFUNDIREM O mpla COM ANGOLA E OS ANGOLANOS...CLARO QUE O MPLA NÃO É ANGOLA!
“As pessoas começam a não aceitar discursos moderados. Esta mensagem
que vá para Portugal, que continua a permitir que a filha do senhor
Presidente [José Eduardo dos Santos] compre tudo o que há por lá – 20
por cento de um dos maiores bancos que está lá – sem se pedir
explicações de onde é que está a sair o dinheiro”, disse o antigo
primeiro-ministro angolano Marcolino Moco,”.Em Portugal o Governo é
interpelado e questionado por tudo isso o que não acontece em Angola
onde há uma enorme opacidade nos negócios e investimentos do Estado e
dos privados com dinheiros públicos ,Angola deveria ser “muito mais
criterioso” na forma como alocar o seu investimento, era de bom tom que
o investimento do Estado com dinheiros públicos no exterior tivesse
Angola e o seu povo como prioridade, no desenvolvimento de programas
sociais, na educação e saúde e em infraestruturas básicas como o
fornecimento de água e eletricidade, a nosso ver o retorno do
investimento das empresas públicas angolanas em Portugal é pequeno em
relação aos dinheiros investidos e reverte a favor de uma pequena elite
do poder,os suspeitos de costume, o que Angola precisa são investimentos
que criem novos empregos,luta contra pobreza e exclusão social,para um
crescimento económico sustentável, com desenvolvimento
humano.(Comentário CAI)
O antigo primeiro-ministro angolano
Marcolino Moco disse hoje que os dirigentes portugueses devem estar
atentos aos investimentos angolanos injustificados em Portugal, porque
“não é assim que vão reforçar as relações profundas” com Angola.
Em declarações à Agência Lusa, em Maputo, Marcolino Moco defendeu que
“as pessoas já começam a não aceitar discursos moderados” sobre a
natureza do regime angolano, e aproveitou para mandar um recado a
Portugal.
“As pessoas começam a não aceitar discursos
moderados. Esta mensagem que vá para Portugal, que continua a permitir
que a filha do senhor Presidente [José Eduardo dos Santos] compre tudo o
que há por lá – 20 por cento de um dos maiores bancos que está lá – sem
se pedir explicações de onde é que está a sair o dinheiro”, disse.
Classificando como “altamente perigosa” a intenção, manifestada em
2012, pelo grupo Newshold de compra da RTP, o antigo primeiro-ministro
angolano [1993-1996] disse ainda que não é dessa maneira que os
dirigentes portugueses conseguirão reforçar as relações com Angola.
“Mando este recado: isso [compra da RTP pela Newshold] é altamente
perigoso e que não façam isso, por favor. Não é desta maneira que os
dirigentes portugueses vão reforçar as nossas relações profundas, de
sangue e irmandade, para o futuro”, sublinhou o académico.
Marcolino Moco encontra-se em Maputo para participar na “Conferência
Internacional Sobre Governação da Economia Extrativa” em Moçambique.
Sem comentários:
Enviar um comentário