domingo, 8 de junho de 2014

O clã familiar desmoronou-se a nível global

Um coração aflito e cheio de tristeza pode ser consolado. Uma mente perturbada por traumas consecutivos da infância aos dias de hoje, também pode ser tratada com o consolo e o amor dos familiares e dos amigos. A sociedade tornou-se uma instituição individualizada onde outros não têm mais lugar. O clã familiar desmoronou-se a nível global. A solidão faz parte das vidas de quase todos na face da terra.

Qual corrente de água, espalho as lágrimas da dor da solidão, corrente abaixo, tornando as suas margens frutíferas, verdes, desde donde se avista a beleza das florestas que choram comigo, com o orvalho, pela manhã. Qual solo desértico, minhas lágrimas criaram um oásis, desde donde, viajantes de lugares longínquos se acercam para saciar a sede da água, o desejo de não estar sós, buscando o consola da solidariedade.

Quando o clã familiar está desfeito, quanto mais o clã social a nível global. Inclui desde o pequeno funcionário ao mais alto Governante. A amizade e a solidariedade não existe mais. Ninguém confia em mais ninguém. Os povos que habitam a terra estão devastados e gemem de dor. A fome é uma pandemia. Doenças outrora erradicadas são devoradoras de homens (género). A injustiça é o pior. Para onde quer que vaiamos, ninguém corresponde a um apelo de solidariedade. Respondem facilmente a um convite para uma festa, um pagode, coisas indecentes, do que ao chamamento para fazer o bem ou no mínimo respeitar isso.

O nó na garganta que jamais me abandona, o desespero de saber que fui vilmente usada, despojada de dignidade, deitada ao lixo... ( Não devia acontecer, buscando cumprir a lei de Deus e dos homens Mateus 19:9). Saber que agora sou como quem tem lepra por já não ter o mesmo nível de vida, que as pessoas em geral fogem da minha companhia por temerem que eu tenha alguma necessidade e formule um pedido. Também, já não sou achada digna de entrar em suas casas e tão pouco de solicitar uns escassos minutos para a mãe.

Não posso mudar nada neste momento. Mostro gratidão aos amigos e parentes que prestaram ajuda em tempos de agonia maior. Quando não existem caminhos, a agonia não diminui, cresce. Ninguém tem obrigações para comigo. A luta tenaz para conseguir manter-me à tona é terrível. O medo que sinto é demais... Assusta, viver com medo todos os dias do ano. Penso, já é de manhã, quem dera já fosse noite.

Escrevi algumas mensagens de correio electrónico que deploro, humilharam-me ainda mais, por não ter havido respostas, nem sim, nem não. A minha cabeça está feita de águas, enchem baldes que aproveito para apropriadamente a usar, limpando o chão já limpo da minha casa asseada. Os baldes ficam avermelhados por causa do sangue que contém cada lágrima e que representa a dor, a impotência e o conhecimento de que nenhum ser de natureza superior humano fará alguma coisa em prol da minha tranquilidade. O único amigo que temos é Deus, Infelizmente não é Ele que governa a humanidade agora.

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