quarta-feira, 16 de julho de 2014

A liberdade volta a ser um alvo de todos os povos

"Em 1789, para exemplificar, os cidadãos da França derrubaram violentamente a regência duma aristocracia opressiva, e produziram a famosa Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Nesta alistaram os direitos que deveriam ser usufruídos pelos franceses, sublinhando “a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão”. Todavia, não muitos anos depois, a nação francesa, sob Napoleão, travava guerras de conquista, que influíam adversamente na ‘liberdade, propriedade e segurança da maioria das nações da Europa.

Alegadamente, a primeira formulação principal de direitos num documento político foi a Carta de Direitos inglesa, em 1689. Todavia, mais tarde, quando o Império Britânico estava sendo construído em diferentes partes do mundo, mostrou-se pouca consideração pelos direitos de muitos dos povos conquistados, tais como os habitantes aborígenes da Austrália e da Tasmânia.

Similarmente, a Declaração de Independência, dos Estados Unidos, sublinhava os direitos dos americanos à “vida, à liberdade e à busca da felicidade”. Todavia, quanta consideração se deu à ‘vida, liberdade e busca da felicidade’ dos milhões de negros que foram desarraigados de seus lares, na África, e vendidos quais escravos nas plantações americanas? E, quando a expansão da nação americana colidiu com os direitos das várias tribos indígenas encontradas, os direitos de quem foram amiúde desconsiderados?

Por fim, o registro histórico das igrejas da cristandade no campo dos direitos humanos não tem sido bom. A atitude da cristandade para com a disseminação dos direitos humanos é demonstrada em duas interessantes ocorrências históricas.
Em 1215, os irrequietos barões ingleses obrigaram o falido rei João a assinar a Magna Carta. Esta tem sido chamada de predecessora dos modernos documentos de direitos humanos. Ao passo que as liberdades que concedia eram bastante limitadas, é encarada como marco no sentido de que colocou o rei sob o domínio da lei.

A reação do Papa Inocêncio III diante deste documento ficou registrada. Disse ele: “Rejeitamos inteiramente e condenamos esta solução, e sob ameaça de excomunhão, ordenamos que o rei não ouse observá-la, nem os barões exijam que seja observada. A carta, declaramos aqui ser nula, desprovida para sempre de toda validez.”

Naturalmente, a Magna Carta não desapareceu simplesmente. Foi reeditada várias vezes, sendo até mesmo usada pela Igreja Católica quando os direitos dela estavam ameaçados, e tornou-se uma força no crescimento político da Inglaterra e dos Estados Unidos. Em 1524, na Alemanha, ocorreu o que é chamado de “Guerra (ou Revolta) dos Camponeses”. Similar à Revolta do s Camponeses, na Inglaterra, os humildes campônios protestavam contra os impostos cada vez mais altos e os serviços exigidos pelos príncipes da Alemanha. Martinho Lutero aconselhou os camponeses a depor suas armas Quando recusaram, relata-se que ele aconselhou os príncipes a atacá-los e estocá-los “como cães raivosos”. Os príncipes seguiram o conselho dele.

Muitas, muitas vezes mesmo, a posição da cristandade contra o que são atualmente chamados de “direitos humanos” tornou-se violenta. O massacre efetuado pelo protestante Cromwell contra os irlandeses católicos, e a matança dos protestantes huguenotes franceses por parte dos católicos daquela nação são apenas dois exemplos da horrenda intolerância manifesta nas nações da cristandade para com os direitos dos outros. Exemplos adicionais são suas sanguinolentas cruzadas e inquisições; as carreiras dos conquistadores espanhóis que, com a bênção de seus líderes espirituais, empenharam-se em atos de assassínio e pilhagem em muitas partes do mundo; e não se deve esquecer as mulheres, calculadamente 100.000, que foram queimadas vivas na estaca durante a Idade Média, acusadas de feitiçaria."

Penso que regredimos em termos de liberdade. As comunidades da sociedade civil, sobretudo as menos favorecidas, retornam ao esclavagismo. Em breve, o cenário mundial será um acordo global para dobrar as populações por meio da completa falta de liberdades. Onde poderemos encontrar verdadeira liberdade ? Se quer saber consulte o site jw.org

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