sábado, 16 de agosto de 2014

Você é realmente feliz?

SIM, você pode se perguntar: ‘Sou realmente feliz?’ Cientistas sociais empenham-se em descobrir como você ou outros responderiam, mas a tarefa deles não é fácil. Medir a felicidade de alguém é comparável a tentar graduar o amor de um homem por sua esposa ou medir o grau de tristeza causada pela morte de um membro da família. As emoções não se prestam a ser medidas com precisão. Mas os cientistas reconhecem uma verdade básica: todo ser humano tem a capacidade de ser feliz.
Apesar dessa capacidade inata, problemas graves provocam uma praga de infelicidade. Veja este exemplo: em algumas cidades, as vítimas da Aids superlotam os cemitérios. As autoridades reutilizam covas antigas para sepultar os mortos mais recentes. Em certas regiões da África, a fabricação de caixões é uma grande fonte de emprego. E, não importa onde viva, você tem visto poucos sorrisos entre os que padecem de uma doença grave ou que perderam parentes e amigos.
E nos lugares mais prósperos? Uma repentina mudança pode acabar com a segurança econômica dos que não estiverem preparados para isso. Nos Estados Unidos, muitos aposentados tiveram de voltar a trabalhar por terem perdido benefícios de aposentadoria. Gastos médicos não raro consomem todas as economias da família. “Essas pessoas me pedem ajuda para lidar com enormes despesas e problemas de saúde, e isso me corta o coração”, diz certo conselheiro jurídico. “Muitas vezes sou obrigado a dizer-lhes: ‘Você vai perder a sua casa.’” E que dizer dos que não têm preocupações financeiras? Será que a infelicidade também os afeta?
A vida de alguns é como a do famoso compositor Richard Rodgers. Foi dito a seu respeito: “Poucos homens proporcionaram tanta alegria a tantas pessoas.” Embora suas canções dessem prazer a outros, ele sofria de depressão crônica. Ele alcançou os dois objetivos aos quais muitos aspiram: dinheiro e fama. Mas e a felicidade? Certo biógrafo observou: “[Rodgers] foi muitíssimo bem-sucedido no seu trabalho, levou uma vida privilegiada e foi co-ganhador de dois Prêmios Pulitzer. Mas boa parte do tempo vivia triste e deprimido.”
Como talvez já tenha observado, buscar a felicidade nas riquezas, em geral, é decepcionante. Certo repórter que escreve sobre investimentos no jornal The Globe and Mail de Toronto, Canadá, falou do “isolamento e sensação de vazio” que afligem muitas pessoas ricas. Segundo um conselheiro financeiro, os pais ricos que enchem os filhos de dinheiro e das coisas que este pode comprar “muitas vezes estão lançando as sementes da futura desgraça”.

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