terça-feira, 28 de junho de 2016

My farewell is speechless / A minha despedida é sem palavras

Wordlessly, the heart beating fast with uncertain rhythm, dizziness and that agony of looking at a dark corridor without end. Dressed in the dark clothing of turning the scene of life, I see the reflection of my image, distorted by the attendance of torturous nightmares that continuing to visit me every day. Wordlessly, persist in viewing the turbulent today and the uncertain tomorrow. Without words, in constant denial, seek solutions. The solutions found are not the certain one’s but the one’s produced by impotence. Wordlessly, I bring to nule my commitments. Wordlessly, I suffer because I did not want things that way. I Wish I had been able to honor my commitments. Wordlessly, I live without joy, constantly suffering, seeking solutions. The solutions found are not the certain one’s but the one’s produced by impotence.
In life I walk lonely. My tomorrow, now short, is empty. Wordlessly, I keep seeking and keep do not find. No words can define the absence by force of circumstances. Without words, with terrible anguish have been looking at a dark and endless corridor with no hope or consolation. In life I walk lonely. My tomorrow does not exist. I live the last days on the death row.
While I wait for my last breath, I think, I loved without reservation: maternal love, filial love, brotherly love, romantic love and “agape” love, lived all intensely one by one because I’m intense. While I wait for my last breath, I believe that the people I loved, could show love back, for just apologize or say I’m sorry, or say I wait you be well …
I live on the death row. Today all is over. My last thoughts go to those who believed me and to whom I apologize. I am the fallen orange leaf in autumn of life.



A minha despedida é sem palavras!


Sem palavras, o coração batendo rápido com ritmo incerto, vertigens e aquela agonia de olhar um corredor escuro sem fim. No pano escuro da viragem da cena da vida, vejo o reflexo da minha imagem, distorcida pela assiduidade dos pesadelos tortuosos, que persistem visitar-me dia após dia. Sem palavras, persisto em visualizar o agora turbulento e o amanhã incerto. Sem palavras, em negação constante, procuro soluções. As soluções que encontro são as não soluções da impotência. Sem palavras, quero reduzir a nada meus compromissos. Sem palavras, eu sofro, porque eu não queria que fosse assim. Queria ter podido honrar meus compromissos assumidos. Sem palavras, eu vivo sem alegria, em constante sofrimento, buscando soluções. As soluções que encontro são as não soluções da impotência.

Na vida caminho só. Meu amanhã, agora curto, é vazio. Sem palavras, procuro e não encontro. Sem palavras defino a ausência pela força das circunstâncias. Sem palavras, na agonia de olhar um corredor escuro e sem fim não há esperança, nem consolo. Na vida caminho só. Meu amanhã não existe. Vivo os últimos dias no corredor da morte.

Enquanto aguardo o meu último suspiro, quero pensar, que amei sem reservas: amor maternal, amor filial, amor fraternal, amor romântico e amor agape, todos vivi um a um intensamente porque sou intensa. Enquanto aguardo o meu último suspiro, quero acreditar: que as pessoas que amei, possam amar de volta por apenas pedir desculpa, ou dizer-me não faz mal por ora, ou eu espero...

 Vivo no corredor da morte. Hoje tudo acabará. Meus últimos pensamentos vão para aqueles que acreditaram e a quem eu peço desculpa. Sou a folha laranja caída no Outono da vida.

27 de Junho de 2016

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