terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Como definir a maldade?



Como definir maldade?

Maldade é um estado específico propenso para fazer o que é mau. Quem é maligno ou maldoso não tem sentimentos fervorosos de quietude, brandura e amor. Tem sentimentos perturbadores de ódio, invejas, assassinatos e conspirações.

A maldade é acompanhada de atos bem refletidos de luxúria e malignidade, que uma mente normal não consegue conceber. A maldade está alargada a todos os ciclos da vida e muito aliada ao dinheiro.

A dor infligida é o que alimenta o mal. A maldade alimenta-se dos nossos medos, da nossa dor, das nossas tristezas e sobretudo das nossas fraquezas.

UMA onda de ódio varre o mundo. Talvez tenha ouvido falar em massacres de mulheres e crianças indefesas. A carnificina sem sentido talvez tenha sido causada por uma bomba que explode num lugar público. Ou é possível que leia notícias como as seguintes:
“Todo o mundo odeia e está pronto para matar todos os demais. Às vezes receio que o Líbano seja indício do que poderá acontecer à humanidade como um todo.” Assim se lamentou o Prêmio Nobel, Isaac Bashevis Singer, e acrescentou: “Tremo diante da baixeza a que fomos reduzidos.” — Revista U.S. News & World Report, 19 de dezembro de 1983.
“Depois de quatro anos de ulcerativo protesto e um mês de crescente violência, o estado de Assam, na Índia, rico em Petróleo, explodiu num paroxismo de ódio comunal e religioso.” — Revista Time, 7 de março de 1983.
“Belfast Oeste é a zona de batalha, onde uma grotesca ‘linha de paz’, feita de aço e concreto, corta uma lúgubre área erma de prédios destruídos . . . Abrigando-se entre eles, os terroristas [de várias linhas políticas] renovam seus ódios na mesma fonte envenenada da história irlandesa.” — Revista National Geographic, abril de 1981.
O ódio é como um câncer na sociedade humana. Vivemos, supostamente, num mundo esclarecido, muito distante da selvageria do passado. Todavia, em todos os níveis da sociedade, presenciamos a evidência da triste verdade certa vez expressa por um escritor bíblico: “O ódio suscita desavenças.” — Provérbios 10:12, Bíblia Vozes, católica.
As contendas e desavenças são provocadas pelos propagandistas que derramam rios de desinformações. Aguilhoados pelo ódio cego, indivíduos desencaminhados talvez recorram então a ultrajantes atos de violência. Sim, queixas legítimas amiúde põem lenha na fogueira. Mas, quando se vê o desespero, a desesperança, a agonia de incontáveis vítimas do preconceito e da violência instilados pelo ódio, bem que se poderia perguntar, angustiado: ‘Por quê? Por que há tanto ódio? Poderá alguma vez acabar? Será que o mundo ficará alguma vez livre inteiramente do ódio?’

       Pessoas comuns e amorosas rejeitam de imediato as coisas ruins. Fazer isso deve ser uma reação automática. Talvez você já tenha passado pela experiência de um médico que, com um martelo de reflexo, lhe deu um toque no tendão logo abaixo da rótula do joelho. Como reflexo do toque, sua perna se esticou. É automático; você não precisa pensar a respeito. Deve ser assim quando somos tentados a praticar o mal. A nossa condição pura e a consciência treinada pela Bíblia devem, como que num reflexo, nos fazer rejeitar o mal.

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