Mais do que apenas um incômodo para quem estiver por perto, o ronco
pode ser um indício de apneia do sono, doença que eleva o risco de uma
série de problemas cardiovasculares: hipertensão, arritmia, infarto do
miocárdio, derrame, insuficiência cardíaca e morte súbita.
“Não há estudos suficientes na literatura médica sobre disfunções
cardíacas precoces em pacientes com apneia do sono, quando é possível
tomar medidas para evitar a progressão até insuficiência cardíaca”,
alerta a pesquisadora Raluca Mincu. Junto com outros estudiosos, ela
comparou os efeitos da apneia do sono com os de diabetes tipo 2 em
funções cardíacas.
A equipe examinou 60 pacientes: 20 tinham apneia do sono moderada ou
severa; 20 estavam tratando diabetes tipo 2; e 20 não tinham nenhuma das
duas doenças. Para aumentar a precisão do estudo, foram comparados
dados de voluntários de sexo e idade similares.
Aqueles que sofriam de apneia do sono (fosse moderada ou severa)
apresentaram mal funcionamento das artérias, resultado similar ao
daqueles com diabetes tipo 2. O grupo de controle, por sua vez, não
apresentou problemas. “Pacientes deveriam perceber que por trás do ronco
pode haver sérias patologias cardíacas e que eles devem consultar um
especialista do sono”, aponta Mincu.
O tratamento
para apneia do sono não é dos mais agradáveis (inclui dormir com uma
máscara, ligada a um aparelho que ajuda a manter a respiração
constante), mas, segundo a pesquisadora, pode reverter os problemas revelados no estudo.
Quanto mais cedo cardiologistas, pneumologistas e outros
profissionais da saúde diagnosticarem e tratarem casos de apneia do
sono, melhor. “Isso irá evitar que a disfunção cardiovascular precoce
evolua para insuficiência cardíaca”.[Medical Xpress]

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