quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Um romance

Um romance

O anseio de ser amado e ter companhia origina um ambiente propício para um romance. Um romance doido é composto de amor, paixão, irresponsabilidade e dor. Os romances e histórias de amor têm um efeito encobridor.

Compreensivelmente,  atraem. Mas, referindo-se aos romances de amor “em estilo gótico”, objeta certo escritor: “A premissa básica destas . . . histórias é que é difícil de detectar quem é o homem bom . . . e o homem que parecia acima de qualquer suspeita . . . é o vilão.” A heroína interpreta da seguinte forma o comportamento endurecido e inescrutável do herói: “Se meu homem me trata desse jeito é porque ele é bem masculino, e não porque é ruim.” Ou: “Os homens talvez pareçam ser temperamentais, cínicos, zombeteiros e tirânicos, mas, mesmo assim, são românticos e excitantes.”

Será que aceitar tais noções fantasiosas anuviaria sua visão das qualidades importantes para um casamento bem sucedido e duradouro? Certa jovem, que começou a ler romances de amor com 16 anos, relembra: “Eu procurava um jovem alto, moreno e simpático; um jovem excitante, com uma personalidade dominadora.” Confessou ela: “Quando saía com um rapaz e ele não queria me beijar ou tocar, eu o considerava sem graça, mesmo que ele fosse cortês e bondoso. Eu queria sentir a excitação que eu lia nos romances.” Portanto, é fácil entender como a leitura destas histórias poderia resultar em a pessoa ficar enamorada duma pessoa muitíssimo indesejável como cônjuge. O desejo de “excitação” poderia encobrir o que tal pessoa realmente é no íntimo.

 Continuou a ler romances depois do seu casamento, e afirma: “Eu tinha um lar e uma família ótimos, mas, de alguma forma, isso não bastava . . . Queria sentir as aventuras, a excitação e as emoções descritas de modo tão atraente nos romances. Achava que havia algo de errado no meu casamento.” A Bíblia, porém, ajudou-a  a avaliar que um marido tem de oferecer à sua esposa mais do que o encanto ou a “excitação”:

“Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos. Quem ama a sua esposa, ama a si próprio, pois nenhum homem jamais odiou a sua própria carne; mas ele a alimenta e acalenta.” — Efésios 5:28, 29.

E o que dizer dos finais utópicos e da fácil solução das diferenças, tão comuns nos romances de amor? Bem, distanciam-se muito da realidade. Ela relembra: “Quando discordava do meu marido, em vez de discutir o assunto com ele, eu imitava os trejeitos da heroína. Quando meu marido não reagia do mesmo modo que o herói, eu ficava mal-humorada.” Certo autor comentou similarmente que tais romances “deixam de lado e relevam relacionamentos sociais complexos . . . Oferecem uma confortável imagem fixa do intercâmbio entre homens e mulheres no exato momento em que a realidade social é confusa, mutável e assustadora.” Por conseguinte, não é mais realístico e prático o conselho da Bíblia para as esposas, quando diz: “Vós, esposas, estai sujeitas aos vossos maridos”? — Colossenses 3:18.

A revista Psychology Today (Psicologia Atual) sublinhou outro motivo da popularidade dos romances de amor: “As leitoras . . . querem saber os tipos de relacionamentos que outras mulheres mantêm com seus parceiros sexuais.” Prosseguia o artigo: “Nos últimos anos, as leitoras têm exigido, e os editores têm-se apressado em suprir-lhes, heroínas independentes e seguras de si — na cama e fora dela.”

É interessante que os romances de sexo explícito — disponíveis nas bibliotecas públicas em algumas cidades — são os mais solicitados pelas adolescentes. Podem prejudicá-las? Explica outra jovem, de 18 anos: “Tais livros realmente criaram fortes impulsos sexuais e curiosidade em mim. O êxtase e a euforia sentidos pela heroína nos encontros apaixonados com o herói me fizeram desejar sentir isso também. Assim, quando saía com algum namorado”, continua ela, “tentava recriar tais sensações. Isso me levou a cometer fornicação”. Mas, será que sentiu a mesma coisa que as heroínas sobre as quais costumava ler e criar fantasias? Catarina descobriu o seguinte: “Tais sensações são evocadas na mente dos escritores. Não são reais.”

Alguns autores deveras tencionam criar fantasias sexuais. Certo editor instrui os autores de romances: “Os encontros sexuais devem concentrar-se na paixão e nas sensações eróticas suscitadas pelos beijos e carícias do herói.” Aconselha-se ainda mais aos autores que as histórias de amor “devem evocar o excitamento, a tensão e profunda resposta emocional e sensual na leitora”. É óbvio que ler tal matéria não ajudaria a pessoa a seguir a admoestação da Bíblia de ‘amortecer, portanto, os membros do corpo que estão na terra, com respeito a fornicação, impureza, apetite sexual, desejo nocivo’. — Colossenses 3:5.

Em vista do precedente, muitos concluirão de modo sábio que é melhor evitar romances que suscitem sentimentos não-saudáveis ou que gerem expectativas infundadas. Na verdade, a leitura preenche para muitos a necessidade de alívio das pressões da vida. Mas, há valor em se ser seletivo no que se lê. Somos, em grande parte, produto de nosso meio ambiente. E, ao lermos, criamos um meio ambiente que pode influenciar nossa vida para o bem ou para o mal. Por que não ampliar-se e tentar ler outros tipos de livros, tais como livros históricos ou científicos? A Bíblia, e publicações relacionadas com a Bíblia, são especialmente gratificantes.

Lembre-se, também, de que há outros meios proveitosos de se descontrair ou divertir-se. Por que edificar sua vida em torno de aventuras fictícias? A Bíblia diz: “Há . . . felicidade em dar.” (Atos 20:35) Assim, aprenda a dar, por ajudar a outros. Certo jovem (Testemunha de Jeová) que dedicou 60 horas num mês em ajudar as pessoas a aprenderem sobre a Bíblia, disse. “Foi a época mais feliz de minha vida.” E, quando a vida duma pessoa é feliz, atarefada e satisfatória, quem é que precisa da “fuga” superficial dos romances de

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