Sentimentos de escravo
O tratamento severo, junto com a propagação de “doenças européias”, dizimou a população das Américas. Chegou a diminuir em 90 por cento, segundo certos cálculos, no espaço de cem anos. No Caribe, os nativos foram quase exterminados. Quando o povo local não mais podia ser recrutado, os proprietários de terras procuraram outra fonte de trabalhadores agrícolas fortes e saudáveis. Os portugueses, que estavam bem estabelecidos na África, ofereceram uma solução sinistra: o comércio de escravos.
Mais uma vez, o preconceito racial e a ganância infligiram terrível tributo de sofrimento. Até o fim do século 19, comboios de navios negreiros (principalmente britânicos, franceses, holandeses e portugueses) já haviam transportado provavelmente mais de 15 milhões de escravos africanos para as Américas!
Com suas implicações raciais, não é de surpreender que os nativos do continente americano sintam-se profundamente ressentidos com a descoberta da América pelos europeus. Certo índio norte-americano declarou: “Colombo não descobriu os índios. Nós o descobrimos.” De modo similar, os índios mapuche, do Chile, protestam que ‘não houve um descobrimento real ou uma evangelização autêntica, mas, antes, uma invasão de seu território ancestral’.

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