quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Devemos confiar na história?

  
"Conhecer a História faz-nos ter . . . a sensação de que pertencemos a um grupo social que existe ao longo das eras, desde bem antes do nosso nascimento até muito depois da nossa morte.” A Companion To The Study Of History (MANUAL PARA O ESTUDO DA HISTÓRIA), De Michael Stanford.
NÃO saber o que aconteceu no passado priva-nos de algo importante para a vida. Sem História, você, sua família, sua tribo ou mesmo sua nação pareceriam não ter raízes, não ter passado. O presente pareceria sem base e faria pouco sentido.
A História é uma fonte importante de lições para a vida. Pode nos ajudar a evitar cair nas mesmas armadilhas vez após vez. Como disse um filósofo, as pessoas que esquecem o passado estão fadadas a repeti-lo. Conhecer a História nos ajuda a entender civilizações antigas, descobertas surpreendentes, povos fascinantes e diferentes pontos de vista.
Mas uma vez que a História trata de pessoas e acontecimentos muito antigos, como saber se podemos confiar nela? Para que aprendamos lições valiosas da História, naturalmente essas precisam se basear na verdade. E quando descobrimos a verdade, temos de aceitá-la, mesmo que ela não seja muito agradável. O passado pode ser como um jardim de roseiras: é bonito, mas tem espinhos; pode nos inspirar ou perturbar.

Ao passo que historiadores hodiernos tendem a estender o período da habitação humana na terra muito mais para trás do que 4026 AEC, os fatos são decididamente contra a posição que adotam. Os milhares de anos de “pré-história” a favor dos quais argumentam dependem de especulação, conforme se pode ver da seguinte declaração do famoso cientista P. E. Klopsteg, que declarou: “Acompanhe-nos agora, se assim desejar, numa excursão especulativa à pré-história. Faça de conta que está na era em que a espécie sapiens emergiu do gênero Homo . . . avance velozmente através dos milênios, sobre os quais as informações atuais dependem na maior parte de conjectura e de interpretação, até a era dos primeiros registros escritos, dos quais se podem colher alguns fatos.”  — Science, 30 de dezembro de 1960, p. 1914.
O período da era pós-diluviana começa com o ano 2369 AEC. Ao passo que alguns gostariam de atribuir certos escritos pictográficos ao período de 3300 a 2800 AEC (New Discoveries in Babylonia About Genesis [Novas Descobertas em Babilônia Sobre Gênesis], de P. J. Wiseman, 1949, p. 36), não se trata realmente de documentos datados, e sua suposta idade baseia-se apenas em conjecturas arqueológicas.

Ao passo que às vezes se apela para datações baseadas na técnica do radiocarbono (C-14), este método de datação tem definitivamente limitações. A revista Science, de 11 de dezembro de 1959, p. 1630, noticiou: “O que está para tornar-se um exemplo clássico da ‘irresponsabilidade com o C14’, é a extensão de 6000 anos de 11 determinações para Jarmo . . ., uma aldeia pré-histórica no nordeste do Iraque, que, à base de toda evidência arqueológica, não foi ocupada por mais de 500 anos consecutivos.” De modo que não há nenhuma evidência sólida ou comprovável a favor de uma data anterior a 2369 AEC para o início da sociedade humana pós-diluviana.

A História segundo a TV

“Para os britânicos, a morte de Diana, Princesa de Gales, foi o evento mais importante da História da nação nos últimos 100 anos, superando o irrompimento da Segunda Guerra Mundial e a conquista do sufrágio feminino”, noticiou o jornal londrino The Times. Em uma pesquisa feita para o canal de TV History Channel, mais de 1.000 pessoas participaram na escolha do evento mais importante da História da Grã-Bretanha nos últimos 100 anos. Entre dez acontecimentos, a morte da princesa foi a mais votada com 22%, o início da Segunda Guerra Mundial ficou com 21% e o voto feminino, com 15%. Na categoria de eventos mundiais, 41% indicaram a tragédia de 11 de setembro, 19% a bomba atômica lançada sobre Hiroshima e 11% a queda do Muro de Berlim. O jornal comentou que, para a maioria, “a História é em grande parte o que viram mais recentemente na TV”."

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